Warning: getimagesize(https://i2.wp.com/cock1.com.br/wp-content/uploads/2017/11/FOTO-1-Márcio-Vieira.jpg?fit=640%2C427): failed to open stream: HTTP request failed! HTTP/1.1 400 Bad Request in /home/webra962/public_html/cock1.com.br/wp-content/themes/wr_cock1/recursos/php/includes/meta.php on line 61
Educação

Gestores reúnem-se para discutir demandas das escolas Agropecuárias e do Campo que trabalham com pedagogia da alternância

Por: Redação

30/11/2017 - 11:39h

A Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc) realizou nesta quarta-feira, 29, uma reunião de trabalho com diretores e coordenadores pedagógicos das escolas do campo, e unidades que trabalham com a pedagogia da alternância.

O encontro teve como objetivo apresentar aos gestores propostas de regulamentação da alternância no Tocantins, calendário específico para essas unidades, revisão das estruturas do curso Técnico em Agropecuária, bem como a socialização e troca de experiências.

A gerente de Educação do Campo e Quilombola, Maria do Socorro Soares Coelho, apresentou à equipe os princípios da base da Educação do Campo, principais elementos e legislação específica.

Veronice Pereira Costa, diretora da Escola Estadual Agrícola David Aires França, salientou que é necessário considerar as especificidades de cada escola. “Este debate é de grande valia pois, apesar de que há no Estado três escolas agrícolas, estas unidades têm suas especificidades e essa discussão contribui para que, juntos, possamos elaborar o calendário letivo e analisar a estrutura curricular”, destacou.

Cirineu da Rocha, diretor do Colégio Estadual José Porfírio de Souza, do município São Salvador do Tocantins, salientou que discutir a normatização, o calendário e a proposta são passos importantes para que, em 2018, os resultados do processo ensino e aprendizagem sejam cada vez mais satisfatórios. “O Colégio Família Agrícola José Porfírio de Souza adota a pedagogia da alternância, onde os alunos do 6º ao 8º ano do ensino fundamental são atendidos em em uma semana na escola; e as turmas do 9º ano do ensino fundamental, e os da 1ª e 2ª séries do ensino médio, com curso técnico agrícola são atendidos na semana seguinte”. O diretor explicou que os estudantes desenvolvem atividades no tempo escola e em outra semana, desenvolvem atividades complementares, durante o período da alternância no tempo comunidade.

Proposta de regulamentação da Alternância no Tocantins

No período da tarde, coma a participação dos diretores das escolas do campo, a Gerência de Educação do Campo e Quilombola apresentou o panorama da educação do campo no Tocantins. Atualmente, o Estado conta com 48 escolas estaduais do campo – sendo cinco escolas que adotam a pedagogia da alternância; quatro escolas agrícolas, sendo uma destas funcionado em regime de internato; uma escola de sistema prisional e uma APAE na zona rural, além de duas escolas em comunidades remanescentes de quilombos.

São atendidos no ensino fundamental 5.196 alunos; e no ensino médio, 3.260, totalizando 8.456 estudantes. Para o atendimento a esses alunos, há um corpo docente composto por 643 professores.

De acordo com a professora Wanessa Zavarese Sechim, secretária de Estado da Educação, há necessidade de formação específica para esses professores. “Todos esses profissionais serão capacitados, visto que eles não têm formação específica para atuar na educação do campo e quilombola”, comentou.

A novidade para o currículo da educação quilombola e do campo são as inserções das disciplinas Saberes e Fazeres Quilombolas e Saberes e Fazeres do campo, nas escolas quilombola e do campo, respectivamente.

No Tocantins há cinco escolas que utilizam a Pedagogia da Alternância – Tempo Escola e Tempo Comunidade. Ainda segundo a professora Wanessa Zavarese, cada escola precisa ser atendida em suas especificidades. “Ter atenção às especificidades de cada estudante, conforme sua realidade , vivência e cultura”, ponderou.

Conforme Maria do Socorro Soares Coelho, gerente da Educação do Campo e Quilombola, a qualidade do ensino nas escolas que utilizam a pedagogia da alternância exige um planejamento coletivo. “Para que a alternância funcione é necessário que os profissionais façam um planejamento coletivo para alcançar a eficácia da aprendizagem e para que as atividades no tempo comunidade tenham melhor organização. As atividades a serem desenvolvidas pelos estudantes, nesse tempo, devem ser propostas de forma que os alunos consigam resolver com autonomia”, finalizou.

Foram discutidos também sobre o fortalecimento da Proposta Pedagógica em turmas multisseriadas; sobre o programa Escola da Terra; projeto Escravo Nem Pensar; e ampliação do atendimento do Programa Brasil Alfabetizado.

Busca rapida:

“Os comentários aqui postados são de inteira responsabilidade de seus autores, não havendo nenhum vínculo de opinião com a Redação da equipe do Jornal Cocktail”

Imóveis

Adicione os Imóveis na página!