Delação de Rossine

Dulce Miranda e Carlos Gaguim são alvos da 6º fase da Operação Ápia

Por: Redação

13/12/2017 - 9:51h

A Polícia Federal, em conjunto com a Procuradoria Geral da República, deflagrou nesta quarta-feira, 13, a 6ª fase da Operação Ápia, com objetivo de cumprir 16 Mandados de Busca e Apreensão e oito de Intimação em face de investigados mencionados em Acordo de Colaboração Premiada homologado no Supremo Tribunal Federal.

Entre os alvos estão os deputados federais Carlos Henrique Gaguim (Podemos), ex-governador do Tocantins; e Dulce Miranda (PMDB), primeira-dama do Estado.

A Operação Ápia foi deflagrada em outubro de 2016 pela Superintendência Regional da Polícia Federal no Tocantins para desarticular uma organização criminosa que atuou no Estado do Tocantins corrompendo servidores públicos, agentes políticos, fraudando licitações públicas e execução de contratos administrativos celebrados para a terraplanagem e pavimentação asfáltica em várias rodovias estaduais em valores que superaram a cifra de R$ 850 milhões.

As obras foram custeadas por recursos públicos adquiridos pelo Estado de Tocantins, por meio de empréstimos bancários internacionais e com recursos do BNDES, tendo o Banco do Brasil como agente intermediário dos financiamentos no valor total de R$ 1.203.367.668,70 (um bilhão, duzentos e três milhões, trezentos e sessenta e sete mil, seiscentos e sessenta e oito mil, setenta centavos).

Os recursos adquiridos tiveram a União Federal como garantidora (fiadora) da dívida contraída com Banco do Brasil e foram batizados pelo Governo Estadual como Programa PROINVESTE e PROESTADO.

A investigação apontou para um esquema de direcionamento das contratações públicas mediante pagamento de propina de empresários que se beneficiavam com recebimentos por serviços não executados. O núcleo político da Associação Criminosa era responsável por garantir as contratações e o recebimento de verbas públicas indevidas por parte dos empresários corruptores.

Nesta 6ª fase, apura-se os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro decorrentes de vários pagamentos de propinas realizados pela empresa Construtora Rio Tocantins – CRT, de propriedade do colaborador Rossine Ayres Guimarães, a integrantes do Núcleo Político investigado.

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