Fariseu ou publicano? Hipocrisia ou moralidade?

Por: Guilherme Borges

15/02/2016 - 18:01h

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Escrito por: Mari Ana Carvalho

 

Mediante a questão de como a igreja tem se portado nos dias de hoje, e quando digo igreja, quero dizer indivíduo, nos mostra o quão mal interpretado o evangelho se encontra no nosso meio. Existe, hoje, um grande equívoco no meio cristão, quando a questão é como devemos contextualizar e aplicar os ensinamentos que o evangelho nos ensina em nós mesmos. Para representar essa afirmação, venho com um texto que me chama muita atenção pelo paradoxo que se criou entre teoria e prática:
“Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; “porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado” (Lucas 18:10-14).

 
Analisando o texto, qual homem será justificado por Cristo? Aquele que se vangloria em cima dos outros, ou aquele que se menospreza? Se observamos esse contexto bíblico, podemos tirar algo pra nossa vida cotidiana: a hipocrisia é perigosa. O fariseu quis mostrar ao outro o quão digno ele era, enquanto o cobrador reconhece sua condição de pecador. E como se dá isso? Quando eu penso, falo ou desejo algo sobre alguém no intuito de desmerecê-lo, ou torná-lo inferior a mim.

 

Temos visto com frequência como as pessoas não conseguem absorver um ensinamento em prol de si. Afinal, a lei serviu para que eu condenasse o próximo, ou ela condena a mim mesmo? Mas voltemos a analisar o texto. Quando nós, nas nossas ações rotineiras, adquirimos um sentimento de superioridade diante de uma situação, unido a um sentimento de desprezo ao próximo, isso não significa que nós estamos exaltando a nós mesmos? Podemos não orar como o fariseu, mas nossas atitudes provam que somos como ele.

 

Temos consciência daquilo que desejamos e sentimos no íntimo do nosso ser, assim como Cristo também conhece. E, colocando dessa forma, quem poderá ser considerado digno? Você se considera digno? Como Paul Washer questionou uma vez, eu questiono também: se colocarmos em um telão todos os teus pensamentos, os teus desejos, as tuas falas, e tudo relacionado ao teu íntimo, para que fosse exposto à todos os teus próximos, será que tu te envergonharias de algo? Assim como ele, também acredito que nossa sujeira interna nos condena. E se condena, somos tão inferiores como quanto consideramos o próximo.

 

– porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado –

Que possamos refletir sobre a nossa condição, e dar uma perspectiva real do versículo nas nossas vidas.

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