DEPRESSÃO E EXERCÍCIO FÍSICO

Por: Moyses Chaves

18/08/2016 - 16:56h

O exercício físico sempre existiu na história da humanidade. Estudos antropológicos e evidências históricas relatam a existência desta prática desde a cultura pré-histórica, como um componente integral da expressão religiosa e cultural. Um bom exemplo são os Jogos Olímpicos – prática desportiva com caráter de celebração e culto aos Deuses que ocorre há mais de 2700 anos.

Um outro aspecto também muito importante do exercício físico, quando realizado de forma planejada, estruturada e repetitiva, é a sua capacidade de atuar no condicionamento físico, aumentando ou mantendo a saúde e a aptidão física.

Estudos epidemiológicos e experimentais evidenciam uma correlação positiva entre a prática da atividade física e diminuição da mortalidade, sugerindo um efeito positivo no risco de desenvolver enfermidades cardiovasculares, no perfil dos lipídeos plasmáticos, na manutenção da integridade óssea, no controle de enfermidades respiratórias e do diabetes, além de menor prevalência de câncer. Também são relatados benefícios psicológicos como melhora na função cognitiva, humor, diminuição da ansiedade e depressão

Na última década foram realizados estudos controlados fundamentando a idéia de que os exercícios físicos têm papel relevante na promoção de saúde mental. Os indivíduos mais estudados são os de populações clínicas, portadoras de depressão – os quais, em geral, são mais sedentários e apresentam menor capacidade de trabalho físico se comparados aos não portadores da doença. Tem-se observado que ambas as populações se beneficiam dos efeitos da prática de diferentes modalidades de exercício físico.

Os benefícios da atividade física, em relação à qualidade de vida, são indubitáveis, e são evidenciados sob o aspecto psicossocial, interferindo no estado de ansiedade e depressão, elevando a autoconfiança e favorecendo assim sua reintegração social e profissional além de motivar as mudanças dos hábitos de vida e o controle dos fatores de risco.

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