Árvore milagrosa e susto com a bomba d’água

Por: Zacarias Martins

01/06/2017 - 19:27h

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Meu primeiro contato com a cidade Gurupi, no  Estado do Tocantins,  foi em 1979, quando saí de Belém (PA), minha terra natal, rumo a Brasília, na busca de oportunidades. O ônibus em que eu viajava fez uma parada num ponto de apoio, às margens da BR-153, no perímetro urbano da cidade. Perguntei ao atendente de uma lanchonete na beira da estrada que lugar era esse e ele me informou que estávamos em Gurupi.

Em Brasília, conheci o gurupiense Gilson Ribeiro Carvalho, oficial médico da Aeronáutica, e nos tornamos amigos. Ele foi quem me apresentou e me convidou para morar aqui, quando voltou. Fixei residência definitiva na Capital da Amizade em novembro de 1983. Na administração pública municipal fui fiscal de posturas, Diretor de Cultura e, ao me envolver com atividades culturais, comecei a escrever crônicas da cidade, que mais tarde foram reunidas no livro Histórias da História de Gurupi, e que foi adotado por duas vezes para o vestibular da Unirg.

Dentre as histórias que registrei está o caso de uma certa “árvore milagrosa”, que surgiu de repente no canteiro central da Avenida Mato Grosso com a Rua 2, Centro da cidade. Através de um buraco na árvore, começou a jorrar água. Lembro-me que as pessoas enchiam garrafas pet com aquela água e depois colocava no padrão de luz, na tentativa de diminuir a conta de energia. Outras pessoas rezavam e cantavam hinos religiosos em volta da árvore. Até que operários da companhia de saneamento chegaram no local, e enfrentando protestos, cavaram um buraco no asfalto e consertaram a adutora que havia se rompido. Foi dessa forma que a tal árvore parou de jorrar água.

Outro caso que também marcou a vida dos gurupiense aconteceu em meados de 2004, por conta de uma suposta bomba que haviam esquecido dentro de uma caixa de papelão na agência da Caixa Econômica Federal. Houve uma grande mobilização dos órgãos de segurança na cidade. Equipes especializadas da elite da Polícia Militar (PM) do Estado montaram uma operação antibomba para desarmamento do suposto artefato. Depois, descobriram que, na verdade, a bomba era uma bomba, mas d’água, de sucção, dessas usadas em cisternas e poços.

Vejo Gurupi assim; como uma cidade acolhedora, mas também, de muitas histórias para se contar. Se depender de mim, enquanto eu tiver disposição e saúde, continuarei registrando, com o olhar crítico, mas bem-humorado, as ‘acontecências’ da Capital da Amizade no Tocantins.

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Linha do Tempo

1929 – Processo de povoamento, a partir de 1929, por desbravadores garimpeiros atraídos pela oferta de ouro e cristal na região.
1950 – Benjamim Rodrigues, fundador de Gurupi, em visita ao lugar planeja criar uma Colônia Agrícola.
1952 – Benjamim Rodrigues se instala no povoado e funda o comércio.
1954 – Celebrada primeira missa, construção da Igreja Santo Antônio.
1955 – Escolha do padroeiro Santo Antônio e iniciado o movimento pró-distrito.
1957 – Em 5 de novembro daquele ano, o trecho da rodovia federal na região é inaugurado com uma festa rural.
1958 – Morre o primeiro subprefeito João Borges Leitão. Emancipação política em 14 de novembro.
1959 – Doca Barros foi nomeado prefeito e, em janeiro, o município foi instalado pelo juiz Feliciano Machado Braga.
1960 – primeira eleição para eleger prefeitos e vereadores de Gurupi e criação da Câmara Municipal.

 

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